RAUL SEIXAS & A FILOSOFIA - ARTE DE SER UM MALUCO BELEZA


Observação: este é o terceiro livro da chamada fase pré-realista do autor, tem 31 páginas e  foi lido por 1289 pessoas no Ebookess. O texto é uma tentativa de filosofar com as músicas deste grande mito do Rock Brasileiro que é Raul Seixas. 



"Faz o que tu queres
Há de ser tudo da Lei"

Nota do Autor

Caríssimos e caríssimas,

            Este livro é uma tentativa de filosofar com a obra musical de Raul Seixas e, ao mesmo tempo, é uma homenagem crítica a Rauzito, aos co-escritores das canções e as milhões de pessoas que ouviram, ouvem e ainda ouvirão e pensarão a música, a arte e, sobretudo, a filosofia que está oculta na obra do maluco beleza.
Os grandes e os pequenos, todos vem e vão, e cada um deixa uma assinatura em sua breve passagem por esse Mundo. Algumas assinaturas sobrevivem aos milênios, como as de: Homero, Aquiles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Alexandre, César, Copérnico, Galileu Galilei, Voltaire, Napoleão, Mozart, Beethoven, Thomas Edison, Nietzsche, Einstein, Charles Darwin, Stephen Hawking e tantos outros, porque, são escritas com a tinta de suas vidas.
Os grandes da história, são humanos demasiado humanos. Todavia, eles vão além de seus vícios e complexos de culpas, vão além do ‘meio termo’, ultrapassam a si próprios, se superam, evoluem, ampliam seus horizontes diante da imensidão do universo, da incomensurabilidade da existência e, cada vez mais, deixam de ser ‘quem são’ para se tornarem ‘aquilo que realmente são’: espíritos livres. Livres de si próprios, de sua ‘humanidade-sub-humana’, de sua ‘normalidade’, despidos e sem máscaras enfrentam a vida e sobrevivem ao ‘terrorismo moral’ de suas épocas, transcendendo à um nível quase que incompreensível.
Com efeito, esse livro não foi feito para definir o pensamento de Raul Seixas ou para dizer qual o significado de suas letras. Também, não objetivamos fundar uma nova filosofia, não tencionamos enquadrar os escritos dele dentro das filosofias acadêmicas e muito menos convencer quem quer que seja de que o que escrevemos e pensamos aqui é o melhor e o mais racional. De modo que, rogamos a você leitor para que não acredite em nada do que lhe informar aqui, tenha você as tuas próprias experiências físicas e extrafísicas.
Essa é apenas uma ‘viagem filosófica’, um exercício cerebral, um ‘cogito’ crítico e sincero sobre algumas questões que envolvem a história da aventura humana sobre a terra, suas ações, idéias, causas e conseqüências. Talvez, possa colaborar para abertura da mentalidade sobre assuntos que ainda são tabus servindo de meio para uma reflexão mais sincera da vida, da arte, da cultura e da própria filosofia.
Assim, convido a você para viajar comigo nessa estrada de opiniões, na maior parte, contrárias às da maioria...         

Emerson Luiz Rodrigues

Ponta Grossa/PR, 21 de dezembro de 2011
6ª revisão em 11/08/2013

TEXTO

[...] Fruto do mundo
Somos os homens
Pequenos girassóis
Dos que mostram a cara
E enorme
As montanhas
Que não dizem nada [...] 
                                              
(Raul Seixas/ Oscar Rasmunssem)


Filosofia? Os gregos entendiam que o amor ao conhecimento que tinham não podia ser mantido apenas para si, preservado, mas, aprofundado, transcendido, levado a todos os povos do mundo, similar ao que sucedeu com o helenismo.
Existe Filosofia hoje em dia? Sim e não. Sim, porque sempre existiu, existe e existirá, é um marco da evolução da espécie humana. Contudo, no Brasil existe uma tentativa de Filosofia e uma infinidade de imitações, reinterpretações e pensamentos desordenados, reflexo do caos que nasce dentro de cada um de nós. Uma miscelânea de superficialidades, crenças, tolices, baboseiras e títulos acadêmicos.
Além disso, atualmente qualquer um pode se considerar o que quiser... Mestre, Doutor, Pensador, Louco... Mas, não foi sempre assim? Na idade média, por exemplo, havia pessoas que se consideravam donas da verdade e acima da humanidade. E uma fórmula para uma vida mais ou menos duradoura era:

CRER = VIDA +- DURADOURA...
DUVIDAR = FOGUEIRA...

Simples! Não é mesmo? Contudo, hoje em dia não há mais INQUISIÇÃO? Atualmente há mais inquisidores ou inquiridores? Apesar de vivermos numa época de avanço da tecnologia, da ciência e da exploração espacial, Pensar, duvidar e discordar são coisas tão perigosas quanto o era na idade média... Ou seja, não há tanta liberdade como pregam os panegíricos da democracia contemporânea.
O fato é que Filosofar (Pensar) exige coragem, empenho, é algo prazeroso, mas ao mesmo tempo é algo trabalhoso, cansativo e oneroso. E, num país como o Brasil onde se despreza a educação e a cultura, num país em que se dá mais valor às bundas das ‘bonequinhas sorriso’ das TV´s, crendices e vulgaridades, uma das formas mais simples de Filosofar (Pensar) e fazer Filosofia é através de músicas como as de Raul Seixas e de outros artistas tão importantes quanto...
Na verdade, Filosofar é dar a cara à tapa... Por isso, há muitos dos que pensam, mas, poucos ‘dos que mostram a cara’...

 [...] Certa vez houve um homem
Comum, como um homem qualquer
Jogou pelada descalço
Cresceu e formou-se em ter fé
Mas nele havia algo estranho
Lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes e assim acreditando se fez
E acreditando em si mesmo
Tornou-se o mais sábio entre os seus
E o povo pedindo milagres
Chamava esse homem de Deus
Há quantas ilusões
Nas luzes do arredor
Quantos segredos terá [...] 

(Um Messias Indeciso - Raul Seixas)

            Nada melhor que ir direto ao ponto. Jesus, único filho de Deus? Jesus, o juiz de todo planeta terra? Jesus, salvador do mundo? Vai salvar o mundo do que ou de quem? Jesus voltará no fim do mundo? Vai voltar a troco de que? Afinal, quem foi Jesus? O que ele fez de fato? Qual a sua contribuição para a humanidade? Ele inventou algo? Desenvolveu alguma ciência? Fundou alguma filosofia? Esses são alguns dos pensamentos que uma música simplória como essa pode provocar. Ademais, essa canção é uma tremenda opinião contrária e ao mesmo tempo uma verdade relativa. E como toda opinião contrária a da maioria ela tende a ser primeiro repudiada, depois, negada, e por último: queimada nas fogueiras da ignorância inquisitorial. Não estamos julgando a fé de quem quer que seja, afinal, todos são livres para fazer o que quiser e acreditar no que quiser e, também, como é o nosso caso, duvidar de tudo para compreender melhor. A música ‘Um Messias Indeciso’, nos ajuda a pensar sobre um assunto que ainda é tabu: pensar criticamente sobre a figura de Jesus Cristo. Ou pior, questionar sua vida e obra. Isso, para a maioria dos crentes, independente da crença que professam é uma afronta, um absurdo e uma heresia.
            No cristianismo, assim como em todas as correntes de pensamento infantis, a contradição e o desequilíbrio bailam de mãos dadas, disfarçando-se de verdade absoluta, inquestionável. O cristianismo, como diria Nietzsche é platonismo para o povo’ e, fazendo o que Platão não fez, travestiu uma espécie de radicalismo religioso, uma fé cega, um ressentimento, uma hipocrisia moralista em sabedoria, em ‘revelação divina’.
            Existe o ‘livre arbítrio’, a liberdade de escolha, mas, é uma ‘liberdade limitada’, uma ‘liberdade não livre’, uma liberdade do tipo: ‘você é livre para escolher, mas, se não disser ‘amém’, se não me aceita como seu salvador, seu senhor absoluto, conhecedor do passado, presente e futuro, criador e dono da tua alma, então não poderá entrar no paraíso. Essa baboseira está em tudo, em todos os níveis da alcunhada civilização ocidental. Está até nos aplicativos ditos ‘livres’ dispostos para download na internet, onde você pode baixar e fazer o uso que quiser, mas, se não concordar com os termos, não pode baixar! Ou seja, tal como ocorre com os programas ‘free’, no cristianismo você é livre para escolher ‘concordar’ ou ‘não concordar’, todavia, se não concorda não baixa. Ou seja, você pode não aceitar Jesus, porém, se não aceitá-lo não poderá ser salvo! É ou não é uma incomensurável tolice? Que inteligência suprema, causa primária de todas as coisas iria impor, reprimir e se contradizer?
            Numa das passagens dos evangelhos aceitos, ou seja, num dos quatro oficiais, Jesus diz:

“Digo-vos: todo o que me reconhecer diante dos homens,
também o Filho do Homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus”.
Lucas 12:8-9

Ou seja, você é livre para não concordar. Todavia, segundo Jesus, deve saber que ao discordar de suas palavras não será reconhecido diante dos anjos de Deus. Esse tipo de afirmação não parece coisa de catequista fanático?
De duas uma, ou JC jamais falou isso, ou, os evangelhos estão mentindo. Nesse sentido, podemos imaginar que JC não é a pessoa que nos ensinaram desde crianças. Então, como seria JC na verdade?
Muitos são as biografias, os escritos não-aceitos, os famosos apócrifos, como: o evangelho de Judas, o evangelho de Maria Madalena, Tomé e tantos outros escritos descobertos pela arqueologia que relatam outras versões da vida e obra de Jesus. Leiam ‘A vida de Jesus de Ernest Renan’, por exemplo.
            Com efeito, não há verdade absoluta em relação ao que foi dito e o que não foi dito por Jesus, e, ainda, nenhum texto traduzido dos originais, e mesmo os originais não são seguros e confiáveis o bastante para tê-los como verdades divinas e inquestionáveis.
            Logo, podemos pensar o que quiser sobre o que há, porque, nenhuma questão está definitivamente fechada. Todas as perguntas referentes às grandes questões estão por ser respondidas.
Graças à ciência, à arqueologia e uma série de pensadores corajosos, sabemos que 90% daquilo que nos ensinaram sobre a Bíblia, Deus e Jesus, não passa de uma ‘conversa para boi dormir’. 
São teorias, teologias, idéias, concepções intelectuais e culturais, teoremas moralistas baseados em ‘achismos’ e não em fatos, evidências, provas. Mesmo assim, há milhões de pessoas em todo o mundo, que preferem acreditar em qualquer coisa que lhes apresente ao invés de pesquisar e buscar compreender melhor. Com efeito, o Sócrates de Platão, no livro ‘Fédon’, dizia temos preguiça de filosofar’...
            De modo que, podemos dizer que o Jesus pintado por Raul Seixas em “Um Messias Indeciso”, ao nosso ver, é um Jesus mais próximo de uma possível verdade relativa. Um 'homem', que como muitos outros, indignado com as coisas de sua época, em seu desespero naturalmente humano, sem dolo, sem a intenção de fazer o mal, colaborou para que uma numerosa legião de almas mergulhasse em mais um idealismo moralista infantil e de conseqüências trágicas para a humanidade... 
             Idealismo, porque em todos os tempos existiram homens com suas promessas de ‘mundo melhor’, mas, ainda hoje resiste a fome e a ignorância que é bem pior.  Infantil, porque, uma hora prega ‘amai-vos uns aos outros’ e em outro momento amaldiçoa uma figueira por não ter frutos. Que ser divino seria capaz de fazer uma coisa dessas com uma planta indefesa? Está na cara que Jesus era um homem, um espírito, como todos nós, em busca de se encontrar... Apenas isso. Mas os loucos acomodados preferem crer que ele foi 'o cara. 
“E, avistando uma figueira perto do caminho,
dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas.
E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti!
E a figueira secou imediatamente.”
 Mateus 21:19

Realmente, há tantos absurdos na bíblia, nos ditos ‘novos testamentos’ que ao estudarmos tanto um quanto o outro, especialmente, a vida e obra de Jesus, chegamos ao ponto de pensar: ‘como é possível que milhões de indivíduos se deixem levar por coisas tão tolas e ilógicas?’. E é nesses momentos que o leitor e a leitora crente dirão a si mesmos e aos outros a tão pisada e repisada frasinha: ‘por que temos fé. Tudo é uma questão de fé’, para quem se acomoda existencialmente. 
Todavia, nós pensamos que não! Não é uma questão de fé! É uma questão de lógica, raciocínio, exercício de pensar, boa vontade de trabalhar a massa cinzenta. Será que os crentes de Jesus já se perguntaram por que acreditam nele? Será que já cogitaram alguma outra resposta além da tão falada ‘fé’? Será que nunca pensaram que acreditam pelo simples fato de que seus pais, avós e antepassados acreditavam nele? 
Por exemplo, posso dizer que, penso ser a bíblia um livro no mínimo razoavelmente pornográfico, com muitas histórias de incesto e outras ’indecências’. Uma pessoa sensata buscaria ler, estudar, pesquisar, aprofundar, compreender melhor e refutar o meu pensamento, pacífica e inteligentemente. Mas, um sujeito com preguiça de pensar (Filosofar) e um crente inveterado, certamente tecerá com todo seu amor ao próximo, no mínimo alguns dos seus juízos morais e é possível que me chame de louco, idiota e coisa bem pior.  O fato, caríssimos e caríssimas, é que a bíblia contém muitas passagens pornográficas, como o incesto de Ló e suas filhas, senão vejamos:

"Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos a semente de nosso pai. E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe a beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai. E deram a beber vinho a seu pai, também naquela noite; e levantou-se a menor e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou. E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai."

Gênesis 19: 32-36
Ou, exemplos de homofobia:

Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”.

Levítico 20:13
    Ou, discriminação contra as mulheres:

“Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e der à luz um menino, será imunda sete dias, assim como nos dias da separação da sua enfermidade, será imunda. E no dia oitavo se circuncidará ao menino a carne do seu prepúcio. E ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; nenhuma coisa santa tocará e não entrará no santuário até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se der à luz uma menina será imunda duas semanas, como na sua separação; depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação”

Levítico 12: 1-5

Ou, exemplos de violência e brutalidade em nome de um deus:

“E o SENHOR nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos a ninguém”.
Deuteronômio 2: 33-34

Quem quiser estudar algo mais sobre os absurdos da bíblia recomendo pesquisar o conteúdo do site: www.bibliadocetico.net
Com efeito, quem quer pensar? Pensar é muito cansativo, chato e, além disso, deixa a nossa vida sem sentido. Começamos a ficar 'sem amigos', por que a maioria é acomodada e ignorante! Imagine!? ‘Sem Deus e sem Jesus’ não há sentido na vida, dizem! E, pensando dessa forma, o preguiçoso humano-sub-humano segue há pelo menos dois milênios servindo de peão no jogo de xadrez da existência.
Porém, para pensar de verdade (Filosofar) é preciso ter conquistado e acumulado pelo menos um pouco do maior de todos os poderes: Esclarecimento. Só que para obter um pouco desse poder é preciso ter uma espécie de dinheiro indelével: Conhecimento. Com efeito, não falo de superficialidades, leituras superficiais de livros tolos, ou passar a vista em resumos e frases da internet, ou tão somente da aquisição de diplomas, títulos, honrarias de papel... Falo de Conhecimento, pesquisas, buscas, e não da aparência de conhecimento. Somente aquele que possui uma grande quantidade do ‘dinheiro Conhecimento’ é ‘poderoso: Esclarecido’. Mesmo assim, para usar o poder do esclarecimento é preciso coragem para servir-se dele. É preciso dar a cara à tapa! Ir à luta! Combater um bom combate, como disse Saulo de Tarso enquanto encenava Apóstolo Paulo. (Sapere Aude!).
De fato, Pensar (Filosofar) ainda é problemático e perigoso, sobretudo, nos dias dessa ‘ditadura da falsa-democracia’ em que vivemos.  É ao Pensar (Filosofar) que você se torna um ‘maluco beleza’. É ao se expressar, ao Viver com Esclarecimento, com coragem e sem medo, sem conveniência, sem conivência e sem hipocrisia que você realmente se torna um genuíno maluco beleza. Contudo, nem todo maluco beleza suporta viver na pele, na prática, um pouco do que indagava Maquiavel: “será melhor ser amado que temido ou vice-versa”?  Ou, como dizemos: é preferível ser amado, temido ou odiado? 
Seja como for, todo mundo é amado, temido e odiado, sendo sincero ou não. Ademais, penso que todo maluco beleza é terrivelmente sincero consigo mesmo e com os outros, nas menores e nas maiores coisas. Por isso, é amado, temido e odiado ao mesmo tempo. 
Infelizmente, a maioria acaba como JC, ou seja, indeciso. Começa a exercitar o raciocínio, a buscar conhecimento, mas, a preguiça de pensar aparece e atrás dela uma infinidade de coisas, situações e pessoas acabam por transformar, de forma gradativa, silenciosa e violenta, aquilo que seria um Ser Filosofante Esclarecido em um crente com preguiça de pensar.  Quem não conhece a história de Pascal e tantos outros candidatos à maluco beleza? Mas, também, ‘malucos belezas’ como Copérnico, Darwin, Einstein e muitos outros que não retrocederam e não se renderam à preguiça de pensar, ou seja, não foram ‘Messias Indecisos’.
            Contudo, pensamos que assim como todos os loucos do mundo, JC não fez loucuras sozinho, ou seja, o sistema da época similar ao de agora com elementos do tipo: (religião, moral, pecado, culpa, céu, inferno, guerras, violência, escravidão, desigualdades capitais, sociais e de direitos), contribuíram para que ele tivesse sido o que foi, seja espírito reencarnado, extraterrestre, agênere ou mero homem de carne e osso.
            De acordo com as principais literaturas aceitas disponíveis, se Jesus foi um espírito reencarnado, estava longe de ser perfeito ou muito evoluído como alegam determinadas crenças, já que os espíritos ditos superiores não reencarnam num planeta abaixo de seu nível, pois a fisiologia de seus corpos físicos os impossibilitariam de exercerem todas as suas habilidades dentro do que chamam de perfeição. Nesse caso, estaria mais para um exilado resgatando um difícil carma não superado numa vida anterior, criminosa talvez. Se Yeshua foi um extraterrestre em missão de paz e evolução, primeiro: se frustrou ao ver que a pequena parcela da humanidade com a qual conviveu, não estava lá muito interessada nos seus ensinamentos. Segundo, não ensinou nada sobre ciência ou medicina, não trouxe nenhuma tecnologia avançada, não deu nenhum pitaco filosófico de importância, só o que fez foi pregar de forma um pouco diferente o que já estavam pregando há mais de mil anos pelos desertos da vida. Se ele foi um agênere, ou seja, uma entidade capaz de se tornar tangível, visível, e até em certos casos ilusoriamente palpável, como se fosse ‘um vivo’, certamente teria propósitos não muito bons o que contrariaria a idéia de que era um ser benfeitor, segundo o que dizem algumas seitas. Por fim, se foi apenas um homem de carne e osso, o que parece mais provável, foi mais um entre tantos indignados com a humanidade de sua época, cuja revolta o conduziu ao doloroso martírio seguido de uma crucificação horripilante e um fim trágico.
O Professor Dr. Waldo Vieira, é um médium que psicografou algumas obras em parceria de Chico Xavier, e, portanto, por um bom tempo foi um dos divulgadores da doutrina espírita no Brasil. Anos depois, como diz o popular: ‘rasgou os trapos’ com o movimento espírita e décadas mais tarde propôs a Conscienciologia. Em seu livro ‘700 experimentos da Conscienciologia, página 503, experimento 439’ apresenta uma opinião extremamente crítica e ácida, mas, nem por isso menos verdadeira que os evangelhos oficiais e apócrifos. Se fosse para escolher entre os evangelhos aceitos, os apócrifos e a opinião de Waldo Vieira, nós ficaríamos com do Professor Waldo, pela lógica de sua argumentação. Senão vejamos:

Características de J Cristo há dois mil anos atrás, segundo Waldo Vieira e entre parênteses breves comentários nossos complementando os comentários do autor.
1)    Teólatra, populista, inamovível.
2)    Era dependente do arquétipo, o “Pai”.
3)    Catequista inveterado e fanático (JC não se pronunciou sobre a escravatura imposta pelos conquistadores da sua época, isso para quem pregava o “amor ao próximo” constituiu evidente contradição).
4)    Rezador de retiros espirituais.
5)    Terapeuta parapsíquico sem saber.
6)    Promotor da autolatria cega. (Eu sou o caminho a verdade e a vida, Eu sou a luz do mundo, ninguém vai ao pai senão por mim, deixando claro que era um grande Autopromotor de suas supostas habilidades).
7)    Moralista, sectário e subinformado.
8)    Ignorante da ciência de sua época.
9)    Pregador público de convicções.
10)  Líder carismático de crentes. (Cego, surdo, mudo quanto à realidade da evolução extrafísica).
11)  Mumificador de figueira. (Mateus 21:19)
12)  Ameaçador com o inferno eterno. (Mateus 5:22 – 5:29) (Lucas 16:23).
13) Insciente quanto ao holossoma (sabia pouco ou nada sobre os corpos além do corpo físico).
14)  Místico com fobia ao dinheiro (Marcos 6:8).
15)  Jovem energizador por instinto (Há livros que falam que JC aprendeu técnicas com os essênios).
16)  Doutrinador e repressor acrítico.
17)  Salvacionista agressivo e radical (Populacionista lavador de cérebro).
18)  Teomegalomaníaco irracional (O reino de Deus isso e aquilo – Mateus 4:23; 4:17).
19)  Celibatário e um trintão virgem. (Havia a suspeita de que era homossexual, tinha um preferido que era bem intimo seu, só escolheu homens para andar com ele. Combateu as mulheres tanto que há suspeitas por parte de pesquisadores projetores da consciência que JC reencarnou mais tarde como mulher devido a sua aversão ao sexo feminino, talvez, fruto do preconceito que havia na época contra as mulheres, as quais eram vistas como um ser sem voz, sem opinião, tendo mais deveres do que direitos.
20) Pré-serenão sem saber e de ontem.
21)  Imaturo quanto à projetabilidade.
22)  Metaforista de meras parábolas.
23)  Cultor inflexível da sua religião. (Questionou superficialmente o judaísmo e apenas fez sua própria leitura da religião dominante na época).
24)  Tarefeiro da consolação primária. (Jamais comentou algo sobre os pensadores como os gregos, romanos e sequer tratou de cientistas e invenções de sua época).
25)  Sectarista ginecófobo apaixonado. (Tinha certo medo de mulher, tanto que até os trinta anos de idade era virgem e solteirão).

Enfim, caro leitor e cara leitora, imagino que não é fácil para as pessoas se libertarem de milênios de escravidão intelectual, moral, cultural, extrafísica e abrirem suas mentes em relação a alguns fatos da física e da extrafísica, sobretudo, sobre a realidade da evolução da vida em vários níveis, física e extrafisicamente. E penso que mais difícil ainda será ao crente de Jesus mastigar e provar o gosto dessas afirmações. 
Para uns elas serão saborosas, para outros essas idéias serão amargas e para muitos elas serão proibidas e até caluniadoras, afinal, falamos do 'dono do Planeta Terra!' Falamos do único filho de um deus que uma hora é ‘o amor perfeito’ e em outro momento é um vingador sinistro!
Essas são reflexões demasiado simplórias sobre a figura de JC, suscitadas numa das canções de Raul Seixas. São desafiadoras, provocativas, ácidas porque enfrentam os dogmas, as doutrinas e todas as formas de controle da liberdade de escolha. Então, tenha você suas próprias reflexões e tomara que possa alargar ainda mais os seus horizontes de pensamentos. Além disso, penso que Jesus ou Deus, se são mesmo seres supremos dotados de ‘paz e amor em grau de perfeição’ como defendem os que neles acreditam, não irão nos exterminar porque discordamos das histórias humanas ensinadas a nós sobre eles, ainda mais se essas histórias tidas como verdades absolutas são duvidosas, não é mesmo?

[...] Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro,
Dos loucos que escrevem no muro.
Das teias do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto.
A chama da guerra acesa,
A fome sentada na mesa.
O copo com álcool no bar,
O anjo surgindo no mar.
Os selos de fogo, o eclipse,
Os símbolos do apocalipse.
Os séculos de Nostradamus,
A fuga geral dos ciganos.
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia. [...]
                       
(As Profecias - Raul Seixas / Paulo Coelho)

“Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.”
Jesus, segundo Mateus 12:36

“E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.”
Apocalipse 8:6 

Quando era criança e lia esses livros, ficava imaginando como seria o fim do mundo, os anjos tocando trombetas, os cavaleiros ceifando vidas, fogo, enxofre, demônios, Jesus e Lúcifer se comendo no cacete feito Bruce Lee e seus adversários. Tinha medo disso. Mas, ao crescer, soube que se tratava de histórias ‘sem pé e nem cabeça’ inventadas por algumas pessoas fanáticas ou com crise de consciência, aceitadas e divulgadas por pessoas simples e ignorantes.
Com efeito, todos os povos, em todos os tempos profetizaram o fim do mundo. E o fato é que, de um jeito ou de outro, a vida como a conhecemos está fadada a se encerrar, já que, segundo os dados científicos atuais, dentro de cinco bilhões de anos o sol se tornará uma estrela vermelha gigante, destruindo a atmosfera e matando toda e qualquer forma de vida física existente no planeta Terra.
Mas, talvez, a humanidade desapareça antes desse evento natural e inevitável. Então, o que nos destruirá primeiro? Nossa preguiça de pensar? Nossa estupidez e nossa ignorância? O Sol e suas rajadas de energia? O aquecimento global?  Uma guerra nuclear? Um cometa? O Big Crunch, um evento de proporções inimagináveis onde o universo entrará em colapso sobre si mesmo? O Big Rip, uma grande ruptura onde os próprios átomos se desintegrarão e com isso toda forma de vida material? O Big Freeze, o grande congelamento de todo o universo inviabilizando toda e qualquer forma de vida? Quem saberá dizer? Quem terá uma certeza?
De qualquer forma, assim como o universo está em expansão, a vida está em evolução. Talvez, a desintegração da matéria e da vida como a conhecemos seja apenas o começo da Vida em sua essência, ou, o renascimento da vida como ela é em um novo estágio da existência?! Tudo isso pode ser pensado. Todavia, a idéia de que 'este' universo com tantos zilhões de galáxias e planetas abrigando formas de vidas extremamente diferentes, irá se desintegrar ou simplesmente morrer não é uma idéia de fácil aceitação.   
Para onde irá tudo? O que irá acontecer com toda a vida, toda a informação, com os bilhões de anos de evolução? Sumirá, ou, sobreviverá em um ‘universo paralelo’? Sabe-se que um brilhante cientista chamado Stephen Hawking, em princípio, defendia a idéia de que tudo sumiria. Porém, ao ser refutado por outros estudiosos acabou por entender que estava errado e que, de fato, a informação não some, mas, continua a existir em ‘universos paralelos’. Se essa teoria for comprovada, poderemos ter uma certeza de que a vida, seja micro ou macro, sobrevive e segue evoluindo em outros universos. E, dentro desse contexto podem existir tantos universos quanto as zilhões de estrelas do universo em que existimos agora...
Mas um dia, quando o nosso sol se for e levar com ele todos os planetas próximos, a vida passará a ser imaterial? Espiritual? Será feita de um outro tipo de matéria? Ou deixará de existir? Não temos qualquer certeza... O fato é que, como dizem Raul Seixas e Paulo Coelho, ‘está em qualquer profecia, que o mundo se acaba um dia’.

 [...] Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo [...]
                       
                        (Metamorfose Ambulante - Raul Seixas)

Tudo está em constante mudança. As células de nosso corpo, os átomos, a vida na superfície e no centro da Terra, nas profundezas dos oceanos e os elementos em lugares distantes no universo. François-Marie Arouet, vulgo Voltaire, um grande pensador francês disse certa vez, mais ou menos, o seguinte: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las”.
Qualquer pessoa em qualquer época, sobretudo, na ‘era da informação’ em que estamos, sabe que a verdade ou a tolice de agora, estão fadadas a serem superadas ou elevadas. Tudo está em constante mudança, tudo está se metamorfoseando ininterruptamente, rapidamente. Desse modo, o que é tido como idiota nesse agora, em um outro agora poderá ser considerado uma verdade, uma idéia genial. E, uma verdade, uma idéia genial poderá se tornar uma tremenda tolice. Contudo, o que faz uma verdade se tornar uma idiotice e vice-versa? O mesmo que faz uma teoria científica ser útil ou inútil: a experiência. Uma idéia, uma teoria, uma verdade relativa, com o tempo, ao ser testada, provada, experimentada e comprovada dirá por si mesma o que ela é. Tola ou sábia. Válida ou inválida. Verdade ou mentira.
Heráclito de Éfeso, há aproximadamente 500 anos antes de JC, dizia, mais ou menos: ‘Nada é permanente, exceto a mudança’. Tudo é agora. Presente, passado e futuro, tudo é somente agora. Porém, não se trata de um agora qualquer, pois não o vivemos ‘como se não houvesse amanhã’, mas, por termos certeza de que tudo o que vivemos agora é para sempre.
Com efeito, o que é agora e para sempre? Aquilo que é, e aquilo que é, está em metamorfose constante. O que fomos, o que somos e o que seremos, é o devir, o vir-à-ser e o porvir acontecendo no mesmo instante e se modificando sem limites. Mesmo assim, a maior parte das pessoas no mundo todo, vive em funções de idéias fixas, de idéias tidas como verdades absolutas, de âncoras, como se o grande cosmos estivesse parado! Como se a vida como a conhecemos não se transformasse incessantemente!
O Brás Cubas de Machado de Assis, diria ironicamente: “Deus te livre, leitor, de uma idéia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho”. Mesmo assim, nos agarramos em histórias de mais de dois mil anos, desprovidas de evidências, de provas, como se elas fossem autênticas, reais, verdadeiras e, pior: inquestionáveis! Aceitamos facilmente a história dos vencedores e sequer auscultamos a versão dos vencidos...
E sobre essas histórias, a maior parte mentirosas, estabelecemos uma civilização, uma moral, um modo de ser, agir, pensar, viver, crer e saber. E questionar a legitimidade dessas histórias é tido como algo proibido, como se fosse um pecado imperdoável! Pesquisar e buscar compreender a essência, se há alguma verdade no que nos ensinaram é ainda nos dias hoje perigoso e reprovável!
Perguntar o porquê de tudo, o como, o para que, rever, reavaliar, revisar as coisas buscando uma compreensão maior da história, da cultura, dos fatos e relatos é o mínimo que qualquer ser pensante deveria fazer.
Contudo, mesmo nos dias de hoje, mesmo nas universidades e nos círculos intelectuais há mais ‘achismo’ do que ‘pesquisa’, existe mais conveniência, ‘faz de conta’, imitação, plágio do que criação a partir de um pensamento livre e destemido.
E desde que o mundo é mundo, existem pessoas que buscam compreender melhor, e essas sabem que suas verdades de agora poderão cair por terra um dia, e, existem pessoas que preferem acreditar no que lhes foi legado através dos tempos, cujas mesmas possuem uma dificuldade enorme de aceitar que todas as coisas humanas, a melhor das ciências, a mais perfeita filosofia, a mais reta espiritualidade e a mais forte razão, diante na imensidão do universo e da incomensurabilidade da vida, são frágeis e efêmeras, fadadas a mudar, evoluir ou à cair no esquecimento.
 Diante disso, um autêntico maluco beleza, certamente, prefere ser uma ‘metamorfose ambulante’ do que ter uma mesma velha opinião formada sobre tudo...

[...] Lá vou eu de novo
Um tanto assustado
Com Ali-Baba
E os quarenta ladrões
Já não querem nada
Com a pátria amada
E cada dia mais
Enchendo os meus botões [...]
                                                           (Raul Seixas/Cláudio Roberto)
O que mudou no Brasil desde a morte do Raul em 1989? Aliás, poderíamos perguntar o que mudou desde Cabral? Só que pareceríamos demasiado radicais! Ainda temos: Impostos de todos os tipos. Taxas para todos os bolsos e tamanhos. Governo fodido, um barco furado tocado por funcionários que se acham donos do mundo e que tratam o povo pior que do que cachorro, onde se se tem um INSS que aposenta o trabalhador com salário mínimo (quando aposenta) enquanto magnatas que vivem da política se aposentam com verdadeiras fortunas, tudo pago pelo povão. Uma justiça com dois pesos e duas medidas onde se concede muitas pessoas pensões milionárias como um tributo à assassinos de guerra, benefícios e aposentadorias gordas aos políticopatas (bigodudos e barrigudos de prefeituras, estados e distrito federal) cujos mesmos estão ‘cagando e andando’ para o povo...
Amazônia explorada por estrangeiros e narcotraficantes. Fronteiras sem qualquer fiscalização e o exército, a marinha e a aeronáutica sendo pagos para fazer exercícios, cursos, muros e outras expedições inúteis o ano todo!
Os Bancos públicos e privados abrem às 10:00 ou 11:00 horas da manhã! Mas, o trabalhador tem de estar de pé das 05:00 às 22:00 sem choro, acabando a vida passageira, produzindo por uma esmola e gerando mais impostos. Escolas precárias, onde em várias chove mais dentro do que fora, com professores desanimados da vida, com traficantes e cafetões nas portas. É um inferno! 
A maior parte das universidades serve a elite econômica e estão ensinando a mesma coisa há mais de 200 anos. Políticos corruptopatas ou políticopatas que desviam milhões, fazem de conta que trabalham, ficam no cargo mais do que o Saddam Hussein ficou no poder e ainda se reelegem pela maioria do eleitorado que vende o voto por 50 Reais, por um botijão de gás ou o troca por qualquer ‘favor’...
Famílias de larápios aliadas aos padres, pastores e beatos, que dominam e abominam econômica e moralmente as cidades. Hospitais e prontos socorros em situação caótica. Judiciário dinheirista, lesma, corrupto e injusto. Legislativo entupido de bandidos, analfabetos e sociopatas. Salvo raríssimas exceções, já quem nem tudo que está na merda é merda. Porém, dizia Maquiavél: 'quer conhecer um homem de verdade, de poder a ele'. 
Executivo presidido por bonecos controlados por pessoas sem rostos, criadoras e mantenedoras de um sistema dinheirista e cada vez mais violento. Reforma agrária que a cada governo fica só na promessa, resultando em guerrilhas invasoras disfarçadas de movimentos sociais. Esmola que apelidam de ‘salário mínimo’, fazendo do povo um novo tipo de escravo...
Tráfico de todo tipo de drogas em todo lugar, nas ‘bocas de fumo’ das favelas e em pontos de encontros da alta sociedade... A cada feriado há o banho de sangue nas péssimas estradas que dão milhões às concessionárias que deveriam conservar os caminhos do Brasil... Aeroportos que mais parecem rodoviárias caindo aos pedaços. Roubos, furtos, assaltos, assassinatos, estupros, censuras, demências e violência em todas as esquinas do Brasil.
A maior parte da velha e nova mídia é uma prostituta vulgar e dinheirista. Quando informa, informa uma mentira disfarçada de verdade. Raros são os profissionais extraordinários e mais raros são os veículos de comunicação onde ainda exista alguma ética, porém, grande é o número de alcunhados 'jornalistas' e repórteres ordinários, mentirosos e sem escrúpulos. 
Contudo, pensa uma parcela do povo, temos praias paradisíacas! Dunas! Campeonato Brasileiro! Copa do Mundo! Shopping center, pão e circo contemporâneo! Bolsa isso e aquilo! ‘Ta ruim, mas ta bão’! De fato, esse é um país de todos e para todos os tolos acomodados! Um dia será melhor? Duvido. É o único? Não.

[...] Alguns dizem que ele é chato
Outros dizem que é banal
Já o colocam em propaganda
fundo de comercial
Mas o bicho ainda entorta minha coluna cervical [...]
(Raul Seixas e Marcelo Nova)
O que é o rock? Um movimento? Uma filosofia? Uma distração? Um simples estilo musical? Um produto da chamada indústria cultural a ser vendido e consumido? E o que é curtir o rock, o que significa apreciar o rock?
Quantas pessoas iam aos shows do Raul só para vê-lo caindo de bêbado? E quantas iam por entender que, embora bêbado, se tratava de um artista sincero consigo mesmo e com a sociedade de sua época? Alguém interessado em co-laborar para a melhoria das coisas, apesar do seu desespero naturalmente humano? E nos dias de hoje, quantos adolescentes e jovens, vão a shows de bandas e artistas que se colocam como Rock, no velho estilo ‘Maria vai com as outras’? O fato é que, assim como no tempo de Raul e de outros nomes importantes, muitas pessoas iam e ainda vão por ir, em busca de algum tipo de ‘diversão’... Vão aos shows de Rock como se fossem dançar festa junina...
Rock não é isso. Rock não é produto, não é igreja, não é catequese e não é, jamais, mera distração ou curtição burra...

[...] Como nasceu o rock’ n’ roll? Pela fusão de dois gêneros musicais da década de 40, que, apesar de populares, ocupavam segmentos marginais do mercado americano... Esses dois gêneros, vivos ainda hoje, são o rhythm ´n´ blues (R&B) e o country & Western (C & W). O primeiro tem raiz no Blues, estilo de canção dos negros do sul dos EUA. O segundo vem do folclore dos britânicos que colonizaram a região e seus descendentes... Até culminar em Bill Haley e Elvis Presley... [...]

Revista Mundo Estranho

Com efeito, o Rock é muito mais que a superficialidade com a qual muitos estão familiarizados. É parte da história da aventura humana sobre a Terra, e não um simples movimento de pessoas sem noção, viciadas e ignorantes como ‘acham’ alguns moralistas. Dentro do próprio meio Rock, os seus defensores, na maior parte, não sabem o que dizem e muito menos o que defendem. Afinal, não é porque você aprecia a obra de Raul Seixas, The Doors, ou Pink & Floyd que você deve morrer de consumir drogas ou beber. (Há coisas grandes para se conquistar num vida, além da curtição). 

Muitos dizem curtir o Rock, mas poucos são os que o compreendem. Dos ditos amantes do Rock, a maioria talvez, em suas mirabolantes e infantis concepções 'DO QUE É ROCK' acha que curtir um som de uma banda qualquer e tomar um porre é 'CURTIR O ROCK’. Pior ainda, são aqueles que vão aos shows das bandas sem conhecer a banda ou o artista, como as vacas que seguem umas às outras, e pulam, dançam como se estivessem numa 'festa junina' sem entender nada do que está rolando... (Nada contra quem curte festa junina e outros meios de dominação religiosa)

Enfim, há muitas pessoas que caem de pára-quedas no Rock realmente... Muitos sertanejos e catequistas tomam a coragem de ouvir um dia qualquer uma canção do Raul Seixas ou do Pink & Floyd, sondam a tradução de uma letra do Iron Maiden, ou prestam um pingo de atenção numa letra famosa do Legião Urbana e saem por ai como os crentes que se dizem 'convertidos'... Isso tudo, faz parte de uma doença cultural ainda pouco conhecida e que chamo de ‘Panaquice Bipolar Temporária’ e ‘Panaquice Bipolar Incurável’.

Caras como Jimi Hendrix, Jim Morrison, Cazuza, Renato Russo, Raul Seixas, e as Janis Joplin da vida, foram verdadeiros 'gênios' do Rock, mas, o que eles fizeram com suas vidas, bebendo ou se drogando até morrer foi pura ‘Panaquice Bipolar’. Afinal, desde quando é bonito morrer de overdose ou cirrose? Desde quando é algo inteligente acabar numa banheira sozinho após momentos de agonia e aparente inconsciência? Além disso, será que o Jim Morrison ou o Raul Seixas, com todo o esclarecimento que tinham, quando já em condições de refletir algo, acharam bacana o que eles fizeram contra si mesmos, acharam que fizeram algo inteligente?

Não sei de onde tiraram a idéia idiota de que para curtir o Rock  você precisa beber até morrer ou se drogar até morrer, ou então, se tatuar ou usar uma roupa sem noção...?!  De fato, há muitos ‘panacas bipolares’ tentando fazer do Rock uma 'ciranda-cirandinha-vamos todos cirandar'... (E que fique claro que não tenho nada contra tatuagens, até aprecio, o que quero dizer é que não preciso seguir o rumo dos outros para curtir e aprender com o Rock, ou seja, não preciso deixar de ser eu mesmo para curtir Rock ou fazer qualquer outra coisa na vida, como Moto Clube, por exemplo). 

O Rock não é catequese, não é dizer amém, e também não é suicídio inconsciente, não é encher a cara feito um glutão tolo e inconseqüente... O Rock é para quem pensa, duvida, e não para quem ‘acha’ ou ‘acredita’... 

Com efeito, é demasiado importante deixar claro que não temos nada contra quem usa tatuagens, bebe, se veste com roupas estranhas ou usa drogas, afinal, cada um arruma a própria cama em que irá se deitar, causa e feito, ação e reação, atitudes e conseqüências, porém, pensamos que curtir o Rock, viver o Rock, elevar o Rock está muito além de uns goles, sexo, drogas, umas tatuagens e roupas esquisitas... Pois, o Rock não é um produto de consumo, embora tenham tentado transformá-lo nisso e conseguido até certo ponto...

Enfim, penso particularmente, que o Rock é uma filosofia de vida... Um marco de um momento histórico, uma filosofia que nos diz que ainda temos chance de ‘viver o dia de hoje em paz’ enquanto humanidade...

 

[...] Quando eu te escolhi
Para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais... [...]
                                         (A Maçã - Raul Seixas / Paulo Coelho)
Apego...

Por que nos apegamos tanto? Nos apegamos às coisas, pessoas, lugares, e, desejamos possuir e controlar tudo... Para que se tornem nossa propriedade inalienável e intransferível...!?
Clarice Lispector, indagava mais ou menos o seguinte: "Como podemos querer que as pessoas sejam felizes só porque nós as amamos?"... Então, te pergunto: por que nos apegamos demasiado uns aos outros se um dia partiremos?
Somos todos viajantes do universo. E por que se apegar a um viajante do universo e por que amá-lo se um dia irá deixar-te? Claro! A coisa mais esquisita que está dentro de cada um de nós: a nossa 'humanidade'...  Tudo bem! Mas, precisávamos sufocar-nos com abraços carinhosos?
Como diria certo pensador, “precisava devorar-me vorazmente com a tua boca, teus beijos e com teu sexo, como se não quisesse deixar nada para as outras? Nada para a vida?”.
Amor, uma palavra que esconde uma coisa muito complicada, que talvez um dia a compreendamos, ou, jamais a entederemos...
De uma coisa sabemos: O Apego é Inevitável... Mas, o desapego é mais ainda... Um dia você irá deixar alguém e seguir em frente, em teus caminhos... Em outras vidas, universos, amores, abraços, bocas, beijos e sexos... Outro dia,           alguém          lhe      deixará. É assim... A Vida...
            “Além de dois existem mais”. Não apenas no sentido lógico da palavra, mas, além do sentimento de amor das pessoas, além dos seus desejos, apegos, sonhos, ideais e manias, existem uma vida incomensurável cheia de variantes e uma infinidade de coisas acontecendo, em função das quais, ninguém sabe onde tudo irá chegar. Existe um universo onde essa vida incomensurável está a se transformar constantemente, onde tudo o que é tido como certo logo pode ser o caminho errado. Assim como, a estrada errada pode ser a estrada que conduz ao melhor lugar do mundo... Enfim, o Apego é Inevitável... Mas, o desapego é mais ainda... Um dia, quando menos esperar, você deixará alguém e será deixado... Estamos apenas de passagem...

[...] Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual... [...]

                    (Maluco Beleza – Raul Seixas/Cláudio Roberto)
            Pra que? Por que você vive? Ou como indagava Virgílio: que vida tu vives? Muitos de nós passamos uma vida inteira em branco, ou pior, vivendo sem se perguntar: de onde venho? Por que vivo? Para onde vou?       
            Cada minuto vivido, de fato, é uma nova chance para criar, destruir e recriar a si mesmo e o mundo à sua volta. Contudo, a maioria dos quase sete bilhões de viventes que estão em movimento da hora em que nascem até o último minuto de suas miseráveis vidas,
sem grandes questionamentos.            
            Durante uma vida, curta e breve vida, nós encontramos muitas pessoas dinheiristas, covardes, dissimuladas e mal intencionadas, disfarçadas de pessoas de bem, pessoas normais, pessoas espiritualizadas. E em cada experiência vivida, indagamo-nos se não somos como elas... E, após longas reflexões, concluímos que não porque, primeiro: o dinheiro é para poucos. Segundo: não queremos ser como elas e estamos observando-as detalhadamente para não ser como elas: más. Ao menos, não pensamos e não vivemos tão falsamente quanto elas...
            Em uma outra canção, Raul diz: “Vai pro seu trabalho todo dia, sem saber se é bom ou se é ruim, quando quer chorar vai ao banheiro...”. E  que verdade relativa interessantíssima não? A maior parte de nós, faz o que odeia. Trabalha em coisas que detesta, casa-se por dinheiro, como um ator, interpreta um papel em casa e outro na alcunhada ‘sociedade’, mesmo assim se diz ‘feliz’, ‘abençoado’, uns se acham mais abençoados que os outros, enfim...
            A maior parte das pessoas se esforça para parecer o que não é. Ultimamente, há uma onda de ‘espiritualicepatia mórbida’ onde se inventam seres santificados, gênios, um tipo de ser humano acima de toda a humanidade e acima de qualquer suspeita. Pior do que isso, através de uma avalanche de propagandas, se busca lavar nossos cérebros nos impondo a idéia de que esses sujeitos são os modelos a serem seguidos, sem questionamentos, afinal, o que eles fazem é o melhor e o mais perfeito!        
            De fato, estamos numa época onde há mais heróis do que anti-heróis. E quando isso ocorre, o medíocre e o ordinário forçosamente passam por magnífico e extraordinário. Em conseqüência, dá-se mais valor ao ‘amém’ do que ao ‘porque’... No Brasil, por exemplo, se prega a moralidade na política, o combate à pedofilia, mas, volta e meia, ainda vemos escândalos de desvios de verbas ou enriquecimento ilícito de membros do alto escalão dos partidos dominantes, assim como, vemos uma onda de padres abusando de crianças e pastores enriquecendo com o óbolo dos pobres desesperados, e pior, dramatizado em novelas que passam em horário nobre como se tudo isso fosse bonito...
            Vivemos numa época de meias palavras e meias verdades. De pessoas que não apenas se disfarçam, mentem e matam. Mas, de pessoas que vivem uma vida de mentiras e que forçam a barra para que aceitemos suas desonestidades como exemplo de honestidade e ética e, em muitos momentos, nos fazem ser como elas. Pior do que não admitir um erro, é fazer de conta que não errou e manter a pose de santidade. Isso ocorre com todas as pessoas, especialmente com religiosos, políticopatas e beatos moralistas...
            A preguiça de pensar leva à ignorância. A ignorância leva à repetição, a imitação, à mediocridade, ao ‘sertanojo universiotário’, ao ‘cristianismo patológico’, à uma ‘vidinha normalzinha e insossa’. Por essas e outras, David Herbert Lawrence, (1885-1930), poeta inglês, autor de ‘O Amante de Lady Chatterley’ tem certa razão: “Às vezes é mesmo honroso e necessário, odiar a humanidade como um todo”.

[...] A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!... [...]
                                 (Aluga-se - Cláudio Roberto / Raul Seixas)
A esta canção, ouso citar uma poesia de minha autoria: eis:

Há cinco Séculos inesquecíveis
Vieram servos de um deus que não conhecíamos
Levaram o nosso ouro, provaram nossas mulheres...
Mas trouxeram “a cultura” e deixaram suas vestes
Portugal! Portugal!
Nada mal! Nada mal!
Trocaram o pau-brasil
Por restos de bacalhau
Tordesilhas dividiu o “mingau”
Com os Espanhóis que com as espadas
Cortaram bem mais que o mato
De fato! Nem os Incas deixaram rastro...
E a América-latina foi o próprio pato
Napoleão os baniu da Europa
Em várias naus, o oceano atravessaram
E serem os donos do Brasil
Da maneira mais vil
Seria o próximo ato...
Em nome de Deus e de Cristo
Mentiram, Mataram e Exploraram...Muito mais
Do que em nome do Diabo...
Brasil, espoliado de maneiras mil!
Uma Maria, Um João, dois Pedros e uma Carlota
Brasil, dos militares ao Civil!
Flores de Deodoro para Floriano
De Floriano para Prudente
De Prudente para frente...
Canudos, Contestado, Lampião e o Cangaço...Lembravam:
Tiradentes, Caneca, Farroupilhas...
Gritos que do passado ecoavam
Voltas e idas...
Mortes em Vida Severina
Dos
Pampas ao Amazonas
O povo é a Latrina, onde
Senhores coronéis, doutores, padres e pastores
Dejetam em cima
E
a Elite? O que é a Elite?
O rebento de vida insossa
De um coto espúrio europeu...
Neo-liberais, neo-escravistas
Idólatras do deus da pecúnia
E nós? Quem somos nós?
Os Insurgidos! Combatentes, Pensadores...
Da miserável esperança dos oprimidos,
Da inatingível libertação de todos
Até dos opressores
Enfim, o que começa mal, mal caminha e certamente só tem um resultado: pior. Por isso, vemos o que vemos atualmente. A menos que um evento considerável suceda, qualquer outra teoria não passa de uma parte da nossa esperança miserável.

[...] Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos
Tem uma revista que eu guardo a muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça? [...]
(Raul Seixas / Paulo Coelho)

Será eu? Será você? Quem de nós irá primeiro? Como será a minha a minha morte? Rápida? Lenta? Dolorosa? Tranqüila? Morrerei velho ou jovem? Será num dia calmo ou em meio a uma tempestade? Alguém estará comigo ou estarei solitário? Serei esquecido ou deixarei saudades? Será o fim ou o começo de uma longa viagem? Encontrarei a verdade ou ela jamais se revelará? Tantas são as indagações que nos acometem em face da morte, não é mesmo?
Tudo o que existe só existe no Agora. Dentro de você e de baixo dos oceanos nos mais longínquos recantos dos Universos... E o Agora está além do espaço/tempo e do que entendemos por Eternidade...
O que é uma vida humana diante da imensidão do universo? Um milésimo de distração, num segundo de ironia, dum minuto da existência.
Existe, de fato, algo além da morte? Ainda que tenhamos várias teorias e explicações sobre o que há depois da morte, a incerteza nos conduz ao medo. Medo do desconhecido, da mudança, da metamorfose, do porvir. Com efeito, morrer é fácil. O que nos aguarda após a morte física? Essa é uma questão, talvez, mais perturbadora do que a própria morte.
E, sobre a imortalidade da alma, o Sócrates de Platão, no livro Fédon, após dialogar demoradamente com seus amigos, em seus últimos momentos de vida, diz:

[...] Bela é a recompensa e grande a esperança! Entretanto, pretender que essas coisas sejam na realidade exatamente como as descrevi, eis o que não será próprio de um homem de bom senso! Mas crer que é uma coisa semelhante o que se dá com nossas almas e o seu destino, porque a alma é evidentemente imortal, eis uma opinião que me parece boa e digna de confiança. [...]

Outros pensadores dirão que tudo isso é besteira e que após morrermos encontraremos o nada. Particularmente, não vou à igreja, não acredito no inferno e muito menos no céu. Porém, as minhas experiências pessoais, os meus estudos, as coisas da vida, e coisas que estão além da minha simples compreensão, me mostraram que há muito mais do que há. Contudo, não é bem como nos pregaram desde que viemos a este mundo. As coisas são bem diferentes. Essas coisas, eu as chamo de Extrafísica.
Com efeito, relembro o que afirmei no início dessa obra, “não acreditem em nada do que lhes informar aqui, tenha você as suas próprias experiências”.
Ademais, cada um pensa no que quiser e vive da forma que quiser, não esquecendo que ser livre significa ser responsável pelas ações e ter de lidar com as conseqüências das ações que praticamos. Entretanto, penso que o que nos aguarda depois da morte, não tem nada a ver com fé, certo ou errado, com culpa ou pecado (essas grandes invenções da humanidade), mas sim, tem a ver com o quanto vivemos, se intensamente ou como múmias... Tem a ver com o quanto fomos ‘cobaias de nós mesmos’, experimentamos, aprendemos e não com o quanto acreditamos, idealizamos... Tem a ver com o que fomos de verdade e não com a ‘pose’, a aparência que sustentamos...
A vida é incomensurável e está em tudo, em todos os universos, mundos e dimensões possíveis, em contínua evolução, metamorfose, isso é fato.  Porém, pensem o que quiser.

Ouso citar uma letra de minha autoria:

“Ô mãe eu estou partindo
Pra longe?
Sinceramente não sei
Atrás daquele lugar
Que muitos buscam sem saber onde está
Não sei se fiz o bem ou o mal
Mas eu sei que sempre quis ser um cara legal
Não sei se vivi certo ou errado
Mas eu sei que a vida eu vivi adoidado
Não sei, serei lembrado ou esquecido?
Como um tolo, herói, palhaço ou um bandido?
Ô mãe eu to caindo fora
“Lembre os caras que todos temos que ir embora”

E para encerrar essa nossa breve viagem, esse breve exercício cerebral, esse infame e insólito diálogo com as canções desse ilustre Filósofo que foi e é: Raul Seixas, cito:

Em direção à luz – teu último movimento;
um viva ao conhecimento – teu último grito.”

Nietzsche – Aforismo 292 ‘Para Frente’ – Livro: Humano, Demasiado Humano.

...Os escravos servirão
Viva a sociedade alternativa!!!
(A Lei – Raul Seixas)

Sobre o Autor
Emerson Luiz Rodrigues é um escritor brasileiro autodidata. Sem meias palavras, pensa, fala, escreve e vive sem medo de ter medo. Contudo, ‘não fala pelos cotovelos’, estuda, pesquisa e fundamenta os seus argumentos para combater os que se acham ‘os donos da verdade’ e ‘os senhores da moral’, se colocando, por isso, na condição de mero aprendiz da vida. Suas áreas de estudos e pesquisas autodidatas são: Filosofia, Autodidaxia e Extrafísica.
Hoje com 31 anos, foi aos 28 que deu à luz o seu terceiro trabalho cerebral “Raul Seixas & A Filosofia – A arte de ser um maluco beleza.”  O primeiro trabalho intitulado “Diabo Mulher e que depois se intitulou “Um Diabo Que Virou Mulher” é um diálogo satírico da filosofia entre o Livro ‘Belfagor, o Arquidiabo’ de Maquiável e, ao mesmo tempo, um resumo da história da filosofia, cujo mesmo foi lançado e divulgado apenas na internet ( www.realismologia.blogspot.com ), já que uma espécie de censura silenciosa impediu algumas editoras de publicá-lo.
Contudo, o seu segundo trabalho, Raul Seixas & a Filosofia é a primeira parte de uma série de viagens de pensamentos em que escreve a fim de compartilhar suas reflexões com os poucos interessados em Pensar, Duvidar e Pesquisar para entender melhor e, é uma transição da fase pré-realista para uma nova fase, talvez realista, ou supra-realista. Ademais, é um exercício cerebral, uma tentativa de filosofar sem o medo da censura moral, literária, filosófica e religiosa.
Ironizando e desafiando a crítica literária e filosófica dá a cara à tapa nesse breve texto polêmico e sem grandes pretensões. É um livro para os poucos corajosos que não receiam enfrentar opiniões contrárias.

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