Relatos de experiências nessa vida...

 


 

Relato próprio de quase tudo vivido até aqui...


O relato aqui pode ser duro para muitos. Então, desde já, peço a máxima data vênia. Na vida prática, já fiz diversas coisas na vida, como mencionado anteriormente.

Especialmente ao longo de quase duas décadas dedicadas à política, acompanhei de perto os bastidores de campanhas eleitorais municipais no Centro-Sul e Campos Gerais do Paraná. Também estive envolvido em campanhas estaduais e nacionais, escrevendo para blogs e sites de alcance significativo. Durante esse tempo, explorei os "labirintos do poder" e seus jogos, presenciando como algumas pessoas conquistam e preservam riquezas, influência, dinheiro e alianças. Vi de perto até onde alguns indivíduos podem ir, movidos por ganância, sede de poder e o desejo de manter uma imagem falsa diante de uma sociedade fake.

Não tenho o menor temor em afirmar que, em última instância, a corrupção e a degradação mental, moral e espiritual são as maiores chagas da humanidade. Elas se manifestam mais visivelmente nos políticos, mas também no povo, que, infelizmente, muitas vezes se revela alienado, ignorante e cúmplice ao perpetuar o sistema corrupto que o oprime. Mas os verdadeiros Senhores da Escuridão, os que mandam nos políticos, governos, nas instituições de poder, na mídia, no crime organizado e em quase toda a parte, estão no topo da pirâmide social-econômica-capital.  

Contudo, não demonizo a política como ferramenta. Reconheço que nem todos os políticos são criminosos e canalhas; existem exceções mais ou menos sérias. Contudo, a realidade é que a esmagadora maioria está podre de mente, alma e coração e, por isso, está irremediavelmente perdida na corrupção, ganância e no desejo insaciável de mais poder e mais dinheiro. 

O poder não apenas corrompe, mas turbina o mal e a podridão, principalmente, daqueles que já possuem almas degradadas.

Também penso que há pessoas boas e trabalhadoras entre o povo, cheias de sabedoria e experiência. Essas pessoas, sim, merecem meu respeito e reconhecimento porque também aprendo com elas e suas vivências. Contudo, a maioria, infelizmente, é idiotizada, gadizada, manipulada e conduzida como massa de manobra, contribuindo para a perpetuação de sistemas injustos e disfuncionais que estão conduzindo a maioria da humanidade para uma desumanização brutal total e ao suicídio global.

Após quase vinte anos imerso nesse universo realista, compreendi, na prática, como as cidades são dominadas por famílias mafiosas que se perpetuam no poder geração após geração, repetindo um padrão que se estende por todo o País. Vi como o País opera como uma máquina política e administrativa implacável uma máquina de moer gente, principalmente, pobres trabalhadores e miseráveis em geral, uma máquina hedionda que parece projetada para esmagar pessoas desde sua fundação, herança de séculos de exploração e corrupção entranhada no DNA da colonização/invasão europeia criminosa e, certamente, entranhada na própria natureza humana.

Minha experiência me leva à convicção de que, considerando o enraizamento da corrupção no sistema e na cultura brasileira, lutar contra ela é um trabalho quase totalmente inútil. 

Essa não é uma tragédia exclusiva do Brasil. O mundo inteiro está mergulhado em corrupção política, econômica, social, mas, sobretudo, mental, psicológica, moral e espiritual, caminhando rumo ao colapso. A "pandemia da COVID-19" — é apenas mais um exemplo de como crises fabricadas servem para enriquecer ainda mais os já privilegiados, evidenciando a brutalidade da realidade global.

Foi com essa compreensão realista da vida na sociedade fake, uma sociedade de idiotas comandada por canalhas, que decidi abandonar a vida e a lida política prática, me restringindo a raras reflexões filosóficas sobre a questão política. 

Não tenho a menor sombra de dúvida que lutar contra a sujeira do sistema, sobretudo, vendo o povo em geral alienado e manipulado, perdido entre extremos, fanatismo e radicalismo, é como dar murro em ponta de faca. 

Dessa forma, hoje em dia, desapegado de quase tudo, dedico-me a estudar filosofia, história, literatura, tecnologia, as 'novidades dos tempos' — especialmente inteligência artificial — e a escrever sobre esses e outros temas. Desenvolvo um projeto pessoal com o Conexão Paranaense, registrando histórias, causos e vivências do povo do Centro-Sul e Campos Gerais do Paraná, mas sem nenhuma pretensão, porque ainda penso que, apesar de tudo, a vida sempre se ressignifica e, talvez, ainda há pessoas simples e decentes por aí com boas histórias que merecem ser contadas.

Para os curiosos, tudo o que penso sobre política está registrado em alguns livros e em posts no blog Realismologia (aqui). Portanto, reitero: não trato mais de política partidária e ideológica. Fiz, disse e escrevi tudo o que tinha para fazer, dizer e escrever sobre política. Hoje, deixo os fanáticos e tolos pretensiosos a seus próprios delírios. Depois dos quarenta, 'parei que querer ter alguma razão, para usar um pouco da razão'. Parei de perder meu tempo com a maioria das coisas inúteis. Não gasto mais energia e tempo com pessoas ou assuntos que não agregam nenhum valor à minha vida.

É evidente que a humanidade, com sua corrupção generalizada, apego materialista doentio, desigualdades abissais e idiotização em massa, não tem salvação. Nem com cachaça, nem com oração, nem com tecnologia, inteligência artificial, nem com exploração espacial, nem com colonização/invasão de outros mundos. Nada disso será capaz de salvar a decadente humanidade dela mesma. A tendência é o caos crescer até o colapso final.

Aos que discordam, recomendo observar a realidade do mundo no dia a dia. Há recursos abundantes para constatar a brutalidade humana, como sites de atrocidades e o noticiário policial e geral diário. Aos que ainda mantêm alguma esperança, lhes desejo boa sorte. Vão precisar. 

Diante dessa realidade brutal, sigo minha jornada de Viajante da Luz na Escuridão, lendo, estudando, refletindo e escrevendo, mas sem esperar nada. Já vivi, vi e experimentei o suficiente para abandonar ilusões, principalmente, a ilusão de não ter ilusões. 

Ao longo de quase toda a minha vida, fui um autodidata rebelde. Apesar das limitações do academicismo e suas frustradas doutrinações ideológicas, alguns conhecimentos me ajudaram a navegar por este mundo insano. Porém, nada substitui as lições aprendidas na prática, com as coisas da vida. Por isso, me considero mais um aprendiz da vida do que um produto de instituições formais. Sou essencialmente autodidata, espírito livre, e embora tenha passado por instituições formais e tenha mais de uma centena de cursos certificados, me considero um não-acadêmico. 

Agora, com a inevitabilidade do fim cada vez mais próxima, sigo vivendo, pensando, criando, desconstruindo e reconstruindo. Publico e compartilho o que acho relevante, mas apenas com aqueles poucos que realmente importam. Sou severamente sistemático, detalhista, observador, duro e direto nas relações inter-pessoais, mas solidário com quem merece solidariedade. 

Um espírito filosofante sem nenhuma pretensão para além de estar bem e ficar bem, comigo mesmo e com os poucos e raros que estiverem ao meu redor, até o fim de mais essa passagem por essa realidade, nessa dimensão da Incomensurabilidade Cósmica Interestelar. Isso é o que sou.

Emerson
E. E-Kan



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