Sobre seguir
Trecho do nosso livro, ainda em construção, Andarilhos Errantes.
Segue:
[...] Rúlio andava sem rumo. Por isso, talvez, estivesse no rumo certo. Suas reflexões eram duras, profundas, terríveis e tragicômicas. A vida humana, um acidente, uma tragédia sem causa, mas, felizmente, passageira, breve.
Diante da morte tudo não passa de Distração, então, não temos outra alternativa senão viver e morrer como desejamos, nos distrair. A ausência de sentido da vida humana, faz aquele que pensa perder todas as ilusões, até mesmo perder a paixão por muitas coisas da vida em sociedade, forçando-o a recolher-se e a mergulhar em si mesmo. É o Ser pulando dentro do abismo que é ele mesmo! Apesar de parecer frio, duro, apático, perturbador, pessimista, o pensador se mostra Supra Realista, como uma das faces da Existência, tal como ela é.
Mesmo assim, Rúlio dizia a si mesmo mentalmente: 'perca-se todas as ilusões sobre a vida humana mas que não se perca o tesão pela A Vida. Aos trancos e barrancos sigamos, caminhando, sem pressa, apressadamente, cambaleantes, de joelhos, rastejando ou de quatro, não importa, apenas sigamos'. [...]
15/2/2022 - 01:33, Brasil.
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Fiquem bem!
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Que a balança da justiça cósmica pese mais para o lado do bem e dos atos bons no final! Luz!